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ESTUDO BIBLICO

 

YOM KIPUR – O DIA DO PERDÃO

             A segunda das festas chamadas de “Dias Temíveis”, conclui o período de introspecção iniciado em Rosh HaShanah, e sela o nosso julgamento, pelas reflexões feitas durante esses dias. A festa de Yom Kipur não deve ser encarada como um dia no ano onde aproveitamos para pedir perdão por tudo que cometemos como se pudéssemos acumular pecados ao longo do ano para nos livrar deles depois, em Yom Kipur. Isto nunca foi assim e nunca será obviamente. Este é o dia em que fazemos o balanço geral de nossa vida e trazemos à nossa memória as transgressões cometidas, desavenças estabelecidas e resoluções efetuadas e pensamos: “Será que este ano eu fui uma pessoa melhor ou pior que no ano anterior?”

            Na Torah, ele é conhecido como o Dia da Expiação, quando o rito sacerdotal garantia a quitação de todas as diferenças entre D-us e Israel. (Ler: Lv. Cap. 16) Hoje, na Nova Aliança, sabemos que temos nossos pecados perdoados em virtude dos méritos de nosso Mashiach Yeshua, cujas obras clamam diante de D-us e cuja morte anula o preço de nossa culpa (Ler Hb. Cap. 9). Contudo não podemos crer que esse pagamento faça com que continuemos a pecar na consciência de que já estamos perdoados. Muito pelo contrário: o sacrifício do Mashiach, deveria nos trazer ainda mais temor em relação ao preço e a conseqüência do pecado em nossas vidas. Daí a importância do Yom Kipur nos dias atuais, trazendo sempre à tona em nossas mentes a imagem do pecado, para que possamos cada vez mais nos tornar fortes e isentos diante de D-us.

 

 

O DIA DO JUIZO

 

            Yom Kipur é chamado o Dia do Juízo devido à crença de que neste dia é selado o veredito de todos os pecados pelos quais se tenha feito teshuvah ao longo dos dez dias a contar de Rosh HaShanah. Com tudo a mensagem do verdadeiro juízo apontada pelo Yom Kipur é sim um alerta pela eminência do Juízo Divino como um tempo em que Ele há de julgar os vivos e os mortos por tudo quanto tenham feito (Dn. 12:1-3, At. 17:31, Rm. 2:13-16, IPe.4:4-7). Neste dia também costuma-se tocar o Shofar, como parte das mitzvot relacionadas ao Yom Kipur. Neste caso, diferente do shofar de Rosh HaShanah, o de Yom Kipur não representa o nosso choro e sim o alarido do selamento da sentença. No livro do apocalipse, as trombetas representam também as pragas e o juízo divino sobre as nações.

            O Dia do Juízo deste tempo é uma projeção do dia do juízo que há de vir. Uma amostra do peso do juízo divino e uma demonstração da seriedade em torno de sua santidade. A Abstenção do comer e beber, do banhar-se, do adornar-se, e a ordem de afligir a alma, salienta o estado de fraqueza do homem diante do Todo-Poderoso e o faz refletir sobre quem ele (o homem) realmente é. Qual sua verdadeira condição de vulnerabilidade. Mas o afligir da alma não deve ser visto como uma forma de comover a D-us ou convence-lo de que merecemos o seu perdão diante de nossa penitência. O jejum visa fortalecer nossa percepção espiritual e nos fazer enxergar melhor o peso da Glória Divina.

            A verdadeira aflição da alma é a quebra do caráter hostil do ser humano e voltar nossos olhos para a necessidade do aperfeiçoamento humano e a melhoria de suas relações entre ele e seu semelhante (Ler Is. 58:1-14).

Shalom!        

 


Beth-Shalom - Restaurando as raizes Judaicas da Fé Cristã

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